Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Deu no New York Times
Se Freiburg hoje é conhecida mundo a fora como pioneira no caminho da sustentabilidade, muitas dessas transformacoes comecaram com um bairro chamado Vauban. Para quem quer conhecer um pouco mais dessa história, segue uma matéria publicada no New York Times semana passada. O Zeca Camargo já teve lá naquela reportagem para o Fantástico do ano passado. Boa leitura!
Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Lost in translation
Post rápido só para compartilhar com vocês uma situação que eu acabei de constatar. Voltei de um churrasco em que durante 3 horas eu falei alternadamente português, inglês, espanhol e alemão. Ao ponto de eu ter que olhar para a pessoa em lembrar em que idioma normalmente conversamos antes de começar a falar. Se por um lado pode parecer legal tanta diversidade linguística por outro é angustiante.
No Português esqueço com frequência de palavras banais como, por exemplo, rabanete e alcaparras. No inglês parece que tudo que não está nos meus artigos saiu correndo da minha cabeça. Esses dias queria falar pó em inglês e só vinha em alemão. No espanhol, nem sei dizer. Só sei que se já não sabia os verbos antes, agora devo ter esquecido os substantivos também. E no Alemão... bem esse deve ser o único em que melhorei. Saí do nada em agosto de 2007 para algum lugar em maio de 2009. Não quer dizer que o lugar seja confortável, mas pelo menos já consigo conversar sobre coisas mais abstratas do que previsão do tempo e repetir o que estudo e de aonde (ou onde?) eu venho.
Mas realmente a sensação geral é de estar perdida na tradução. Ai que desespero. Vou ter que ler muito livro em português na volta para resgatar meu vocabulário e pelo menos falar uma língua decentemente outra vez.
No Português esqueço com frequência de palavras banais como, por exemplo, rabanete e alcaparras. No inglês parece que tudo que não está nos meus artigos saiu correndo da minha cabeça. Esses dias queria falar pó em inglês e só vinha em alemão. No espanhol, nem sei dizer. Só sei que se já não sabia os verbos antes, agora devo ter esquecido os substantivos também. E no Alemão... bem esse deve ser o único em que melhorei. Saí do nada em agosto de 2007 para algum lugar em maio de 2009. Não quer dizer que o lugar seja confortável, mas pelo menos já consigo conversar sobre coisas mais abstratas do que previsão do tempo e repetir o que estudo e de aonde (ou onde?) eu venho.
Mas realmente a sensação geral é de estar perdida na tradução. Ai que desespero. Vou ter que ler muito livro em português na volta para resgatar meu vocabulário e pelo menos falar uma língua decentemente outra vez.
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Felicidade interna bruta
Enquanto estou aqui tentando mapear as 4 principais linhas de estudo sobre bem estar, acabo de encontrar essa matéria sobre o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), inspirado na experiência do reino do Butao e que está avançando por aí. Fiquei curiosa para conhecer Angatuba, mas ainda terei que aguardar pelo menos seis meses.
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
Haben oder Sein
Bem, acho que daqui uns tempos vocês vão ficar enfadados de tantos livros, leituras e tal. Mas como meus dias agora são basicamente na frente do computador, vocês terão que ser pacientes comigo :).
Então, na volta de Munique para Freiburg acabei comprando meu segundo livro em alemão. Mas não foi um ato pensado. Queria o livro em inglês, porém como não encontrei e queria tê-lo para a viagem de volta, acabei comprando em alemão mesmo. O livro é do filósofo alemão Erich Fromm e se chama Haben oder Sein (Ter ou Estar). Estou tentando ler sem dicionário e então, claro, todos os detalhes obviamente passam despercebidos.
Para ajudar a avançar um pouco na leitura, resolvi dar uma olhada no You Tube para ver se encontrava alguma coisa sobre o livro publicado em 1976 - quatro anos antes da morte de Fromm. E para minha alegria encontrei uma entrevista com ele sobre o livro. Abaixo compartilho a parte II em que para mim tem um dos comentário mais valiosos. Algo mais ou menos assim: "enquanto houver vida, nosso papel é gritar e tentar mostrar às pessoas que isto está levando à destruição". Isolado parece pessimista, no entanto no contexto da pergunta é coerente e esperançoso. O áudio não está muito bom, mas vale a pena de toda forma ver.
Então, na volta de Munique para Freiburg acabei comprando meu segundo livro em alemão. Mas não foi um ato pensado. Queria o livro em inglês, porém como não encontrei e queria tê-lo para a viagem de volta, acabei comprando em alemão mesmo. O livro é do filósofo alemão Erich Fromm e se chama Haben oder Sein (Ter ou Estar). Estou tentando ler sem dicionário e então, claro, todos os detalhes obviamente passam despercebidos.
Para ajudar a avançar um pouco na leitura, resolvi dar uma olhada no You Tube para ver se encontrava alguma coisa sobre o livro publicado em 1976 - quatro anos antes da morte de Fromm. E para minha alegria encontrei uma entrevista com ele sobre o livro. Abaixo compartilho a parte II em que para mim tem um dos comentário mais valiosos. Algo mais ou menos assim: "enquanto houver vida, nosso papel é gritar e tentar mostrar às pessoas que isto está levando à destruição". Isolado parece pessimista, no entanto no contexto da pergunta é coerente e esperançoso. O áudio não está muito bom, mas vale a pena de toda forma ver.
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Música para a alma
Ontem fui com dois amigos assistir o quinteto do saxofonista James Carter. Apresentação foi simplesmente fabulosa. Compartilho com vocês um vídeo de 20 segundos que dá uma pista sobre a qualidade do show de 3 horas.

O ambiente era tão intimista que a parte da frente do palco fazia às vezes de apoio para copos de cerveja e também banquinho para os pés do pessoal da primeira fila. Outra coisa que eu adoro aqui é o despojamento. O senhor que apresentou o grupo usava camisa, calça e sandálias (só faltaram as meias mesmo). E no alto dos seus 60 e poucos anos vibrou como criança durante o show. Música para a alma.
O ambiente era tão intimista que a parte da frente do palco fazia às vezes de apoio para copos de cerveja e também banquinho para os pés do pessoal da primeira fila. Outra coisa que eu adoro aqui é o despojamento. O senhor que apresentou o grupo usava camisa, calça e sandálias (só faltaram as meias mesmo). E no alto dos seus 60 e poucos anos vibrou como criança durante o show. Música para a alma.
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