Mais um post rápido enquanto o semestre não acaba. Hoje fiz a minha primeira visita a um consultório médico na Alemanha. Nos últimos dois meses meu pé esquerdo não parecia muito bem e nessa semana a minha palma da mão também começou a formar pequenas bolhas que estouram e depois ardem pra caramba.
Evitei até o último segundo ir no médico. Passei um creme, desses resolve tudo que trouxe do Brasil, e nada de melhorar. Enfim, tive que respirar fundo e sair atrás de um dermatologista. Ontem dei com a cara na porta. Cheguei nos consultórios logo depois das 18h e obviamente estavam todos fechados. Esqueci que estava na Alemanha e não no Brasil.
Mas dei sorte, pois comentei com um amigo brasileiro que precisava de um dermatologista. E ele tinha um para indicar, que ainda falava inglês. Nossa que alegria. Hoje fui ao consultório. Primeira surpresa, ele tinha horário para me atender na mesma tarde. Segunda surpresa, a experiência não foi como muitos relatos sobre consultas de convênio aqui: horas na sala de espera, minutos rápidos de consulta, algo não tão diferente de alguns médicos no Brasil. Mas enfim, fui atendida em 10 minutos. As assistentes deles foram simpáticas e o médico tinha uma calma invejável.
Perguntou de que parte do Brasil eu vinha, como estava a economia lá, se tinha família na Alemanha etc e tal. O Rafael já tinha falado que ele era muito bom e atencioso. Explicou que eu tinha alergia do pó. Fiz exame de sangue e confirmou. E para o meu azar estou na cidade com mais pó da Alemanha, onde junto com a umidade proliferam-se ácaros, que por sua vez dão origem a esta espécie de "asma da pele", como ele classificou a minha alergia.
Um remédio para passar por duas semanas e estarei bem. Se não estiver é para voltar lá. Feita primeira consulta médica na Alemanha e sem traumas. Em inglês também, porque entender detalhes em alemão eu não poderia. E quando se trata de saúde é recomendável entender 100%.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Paris, Texas
Ontem tive a chance de ver um filme que há anos procurava e por uma razão ou outra não conseguia assistir. Paris, Texas de Wim Wenders (1984). Fotografia, trilha sonora e a profundidade dos personagens colocam, com certeza, este filme na lista dos meus 10 favoritos. Já tinha escrito aqui sobre outro filme do Wim Wenders - Asas do Desejo. E no mesmo post devo ter mencionado Tao Perto, tão longe e o documentário Buena Vista Social Club. Se não mencionei ficam as dicas junto com Lisbon Story, um documentário com o Madre Deus em Lisboa. Que sorte termos tão bons diretores, nos contando histórias com uma sensibilidade tão apurada. Para saber mais sobre o filme, novamente o site de Wim Wenders:http://www.wim-wenders.com/movies/movies_spec/paristexas/paris_texas.htm
segunda-feira, 14 de julho de 2008
As cidades e os seus dilemas
Estou devendo as fotos da festa de verão aqui da minha residência. Mas como continuo com a cabeça enterrada nos livros, segue aqui um post rápido com duas notícias. Uma sobre a grande Paris e a outra sobre a grande São Paulo. Enquanto estudo bens públicos, processo político, participação pública, compartilho essas notas para nossa reflexão.
Grande Paris
Lançados os projetos para a metrópole sustentável do século 21
http://www.rfi.fr/actubr/articles/102/article_12482.asp
Grande São Paulo
Ruas se fecham, e caso acaba na Justiça: inadimplentes de bairros privados criam até associação de vítimas.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080710/not_imp203354,0.php
Grande Paris
Lançados os projetos para a metrópole sustentável do século 21
http://www.rfi.fr/actubr/articles/102/article_12482.asp
Grande São Paulo
Ruas se fecham, e caso acaba na Justiça: inadimplentes de bairros privados criam até associação de vítimas.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080710/not_imp203354,0.php
domingo, 6 de julho de 2008
Eurocopa 2008
Faz uma semana que a Eurocopa acabou. Ela é tão importante quanto a copa do mundo por aqui. Muitos jogos. Aqueles papeizinhos para a gente acompanhar quem está jogando e assim por diante. Na final Alemanha contra a Espanha. Tentei torcer para a Alemanha mas acabei torcendo por Portugal. No fim tinha bandeira na cara da Alemanha e depois também da Espanha, já que uma das minhas colegas de apartamento e amiga, vem de Madrid. O post é pequeno. Só para dividir algumas das imagens da final. Assisti num barzinho ao lado do rio Dreisam. E foi interessante também ver como os alemães respeitaram a vitória da Espanha. Disseram que a Espanha jogou melhor o jogo e o campeonato e mereceu. Eles mantém o aspecto racional até na derrota, não sei se conseguiria ser assim se o Brasil tivesse jogando. Acho que não.
domingo, 29 de junho de 2008
Um pouco mais da região
Nesta semana estudei muito para uma prova de políticas públicas. Ao sair da prova na sexta, cansada e com uma dúzia de teorias na cabeça, fui almoçar na Mensa, nosso restaurante do estudante. E lá, o primeiro sinal de que o fim-de-semana seria auspicioso!
Fui pesar o meu prato e descobri que não tinha dinheiro suficiente no meu cartão da universidade para pagar o almoço. Então já perguntei para a senhora que fica no caixa onde podia deixar meu prato enquanto fosse colocar mais dinheiro no meu cartão. Ela respondeu: "Espera um momento." Tomou meu garfo, pegou um champignon do meu prato e me devolveu o garfo com o champignon. Eu fiquei olhando sem entender nada com garfo na mão. Então ela falou: "Agora sim dá. Era só 5 centavos de diferença". Ou seja, eu tinha 2,95 euros no saldo do meu cartão e o prato pesou 3 euros. Ela tirou o champignon e o saldo foi suficiente. Eu fiquei impressionada. A menina que vinha atrás de mim na fila riu. Eu comi o champignon e agradeci. Pois é... desta vez mudei minha impressão sobre a flexibilidade alemã. Depois mais tarde contei a história para o Peter, meu colega alemão. Ele disse que é verdade mas não é realmente tão comum.
Fui pesar o meu prato e descobri que não tinha dinheiro suficiente no meu cartão da universidade para pagar o almoço. Então já perguntei para a senhora que fica no caixa onde podia deixar meu prato enquanto fosse colocar mais dinheiro no meu cartão. Ela respondeu: "Espera um momento." Tomou meu garfo, pegou um champignon do meu prato e me devolveu o garfo com o champignon. Eu fiquei olhando sem entender nada com garfo na mão. Então ela falou: "Agora sim dá. Era só 5 centavos de diferença". Ou seja, eu tinha 2,95 euros no saldo do meu cartão e o prato pesou 3 euros. Ela tirou o champignon e o saldo foi suficiente. Eu fiquei impressionada. A menina que vinha atrás de mim na fila riu. Eu comi o champignon e agradeci. Pois é... desta vez mudei minha impressão sobre a flexibilidade alemã. Depois mais tarde contei a história para o Peter, meu colega alemão. Ele disse que é verdade mas não é realmente tão comum.
Como falei, tratei a situação como um sinal do bom fim-de-semana que começaria. E realmente depois não parei mais. Eu e alguns colegas fomos a um biergarten tomar cerveja com um palestrante da Unesco que tivemos essa semana e que foi antes aluno de doutorado aqui na universidade. Depois passamos pela festa do vinho que está tendo no centro da cidade e por último fui com outros amigos a um concerto de jazz no pátio de um museu.
No sábado de manha, eu, Leo e Rafael (minha colega portuguesa e meu veterano de curso, brasileiro) fomos explorar um pouco da região de Freiburg. Com nosso ticket do semestre para o transporte municipal de Freiburg podemos também viajar de trem sem custos extras para algumas cidades da região. Resolvemos então passear pela pequena (7.500 habitantes) e bonitinha Staufen.
Situada na fronteira entre a floresta negra e o plateau do Rio Reno, Staufen ainda não tem a paisagem típica da floresta negra, mas sim as plantacoes de uva, típicas do Rio Reno. E bom para a gente que pode saborear o vinho fresquinho num dia quente e passear pelas ruazinhas da cidade. Queríamos ter ido às ruínas de um castelo que funciona com uma moldura para a cidade, no topo de um morro. Mas acabamos deixando para a próxima vez. O sol estava muito quente e queríamos voltar cedo para Freiburg para ver uma apresentação de fado de uma amiga da Leo. Enfim foi ótimo para descansar. Comemos também Flammkuchen, uma espécie de pizza original da região da Alsácia e desta região da Alemanha e conversamos com o garcom que já nos deu dicas de outros lugares para conhecer na região.
Eu adoro o verão. As pessoas literalmente ficam mais alegres e receptivas e dá muito mais vontade de viajar e explorar este cantinho da Alemanha. Na volta à Freiburg, fomos ao festival de verão onde tinha comida e música de outros países (comemos comida do Sri Lanka) e depois mais um pouco de Wein Fest (festa do vinho) em Freiburg. Estou recarregada para mais uma semana e um novo módulo. E também hoje para ver a final da Eurocopa entre Alemanha e Espanha!

Rathaus (prefeitura) de Staufen
Ruínas do castelo
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