quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Reducao de emissoes de CO2 na Uniao Européia

Neste momento em que só leio e escrevo, compartilho com vocês uma coluna de George Monbiot sobre a posicao de Angela Merkel em relacao às metas de reducao de gases de efeito estufa dos países da Uniao Européia até 2020. Bom texto: http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/dec/12/greenpolitics-poznan

Nao sei se este asssunto interessa para quem lê o blog, de qualquer forma segue mais um link explicando o contexto do pacote climático da Uniao Européia: http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7765094.stm

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dias de inverno

Descobri que nao houve inverno no ano passado em Freiburg. Era apenas uma preparacao para o inverno de verdade que só veio este ano. No final de novembro, teve um dia de neve de verdade. Dava até para fazer boneco neve na cidade e nao só na Floresta Negra. Tivemos neve com chuva também nesta semana e os dias como vocês podem imaginar andam bem gelados. Curiosamente, o inverno nao está me incomodando tanto quanto eu imaginava. Bem menos do que no ano passado. Apenas a troca de estacao de verao para outono foi difícil. Agora parece que já estou conformada com os dias curtos e o vento gelado na orelha quando ando de bicicleta. Seguem umas fotos abaixo para vocês curtirem um pouco do branco da estacao.


Janela do meu quarto hoje às 4h da tarde


Noite para brincar na neve


Floresta negra vista do meu quarto

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pensando, pensando...

Acabo de ler um texto, o último capítulo do livro Institutions and the Environment de Arild Vatn. Estou ainda estado de consternacao pela lucidez que ele trata uma das questoes que mais me preocupa: nosso modelo de crescimento e suas implicacoes.

Em tempos que a maior parte das TVs na Alemanha só fala sobre a quantidade de empregos cortados na indústria automobilística e mostra a reducao do consumo como um grande problema para a economia, me pergunto cada vez mais onde está a solucao? Maior crescimento material gerado gera inevitavelmente processo mais acelerado de degradacao ambiental. Melhoria na eficiência da producao acaba sendo equalizada por crescente producao e consumo. E entao vem o dilema como mudar a lógica de crescimento material fazendo a economia continuar andando? Ele deposita suas esperancas na capacidade da humanidade em criar instituicoes até entao nao vistas. No final Vatn deixa a objetividade científica de lado e encerra o livro com uma reflexao pessoal, que achei interessante divido abaixo com vocês.

"If it was possible to buy 'nothing', I thought. If I could buy 50 square feet of no thing, I could secure some space that was free of all this useless material they call things. Certainly, if nothing was on a wall you could say: 'Something should be put there. We cannot just leave it.' Then I could answer: ' Well, it isn't just left. No thing is already there'. I could even go on and claim the right to this 'no thing' since I had bought it. What a marvellous idea, I thought! Then business and environment could thrive together. Business could make profits from making no thing. It would be really cheap, too. It would come in different colours and it could be sold under various brands. Competition could be mantained. What a fortune for creativity! What a challenge for marketing! And I would be happy since at present producing more of this thing called 'no thing' would be about the best the system could offer to the future." (Arild Vatn, 2005)

domingo, 16 de novembro de 2008

O inverno batendo na porta, na janela... em todo lado

Ouvi hoje de manha no rádio que as temperaturas deverao cair nesta semana. Previsao de chuva e frio. Sexta-feira já deve ser inverno, disseram. Esse ano resolvi me preparar melhor para a estacao gelada. Desde consertar a bicicleta (luz, roda etc...) até comprar um novo par de luvas e uma capa de chuva especial para bicicleta.

Também me matriculei numa academia de ginástica para sair um pouco da rotina casa/universidade. E, acima de tudo, resolvi nao comprar o ticket do semestre do bonde. Vou continuar vivendo de bicicleta! Essas sao as medidas anti tristeza de inverno ou como disse uma amiga brasileira: "a gente nao pode deixar a peteca cair". É isso aí!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Louca por feira Ltda.

Do meu encanto por livrarias e cafés, eu já sabia. A surpresa nos últimos anos foi um crescente interesse por feiras. Existe algo nas trocas e nas relacoes que ali se estabelecem que me chama atencao. Nao sei se é a disposicao dos livros usados, o colorido dos legumes e frutas disputando nossa atencao ou se sao os vendedores e compradores, pessoas mais reais que um shopping poderia oferecer. Seja qual for a razao, sei que gosto de feiras. Da Benedito Calixto em Sao Paulo ao Münsterplatz Market (Mercado da Praca da Catedral) em Freiburg.

E nessa história de feiras, visitei, às vezes por coincidência outras recorrente interesse, umas quantas nos últimos meses. O Naschmarket (alimentos, comidas étnicas e um pouco mais) em Viena, o Great Market Hall em Budapest (alimentos, bebidas, bordados e outros suvenirs), o Borought Market (alimentos selecionados e até suco de acaí!) embaixo da London Brigde em Londres e os tradicionais Camden Market (roupas super alternativas) e Portobello Market (antiguidades, alimentos e roupas) também na mesma cidade.

Em Portobello, no bairro de Notting Hill, vi o mercado dessa vez com olhos mais atentos para os detalhes do que na época em que morei em Londres com 20 anos. Seguem entao algumas fotos do Portobello com um pouco da riqueza visual que os mercados nos presenteam. E para quem gosta de mercados como eu e talvez passe por Londres, descobri por acaso esse site que traz a localizacao de todos os principais mercados da cidade. O Brick Lane eu ouvi dizer que é bem interessante.